Delphos colocando sua Empresa na Era da computação cognitiva.
O vídeo acima resume a parceria do Fleury Medicina e Saúde com a IBM, que foi anunciada hoje. A partir de agora, o Fleury validará a tecnologia de computação cognitiva IBM Watson na análise de dados de sequenciamento genético. Nossa… como esperei pelo momento de falar sobre o primeiro projeto com Watson na área da Saúde no Brasil.
Em um dos textos que escrevi aqui no TI+Simples, contei a minha emoção ao presenciar um concurso de receitas que utilizou o Watson na criação de pratos. Neste mesmo texto, expressei meu desejo de ver um médico usando esta tecnologia no Brasil. Também já falei sobre como a inteligência artificial ajudará a medicina a se tornar cada vez mais personalizada, e aprendi junto de estudantes e residentes que o Watson é o princípio de uma grande revolução na medicina. Agora, vejo todas essas perspectivas se consolidando, pela primeira vez, nesta parceria da IBM com o Fleury.
Vamos aos detalhes! O Fleury é referência nacional em medicina diagnóstica e quer validar o Watson for Genomics como uma ferramenta que ajuda médicos a identificarem opções terapêuticas para pacientes com câncer. Hoje, o Fleury oferece diversos exames de sequenciamento genético, como o BRCA 1 (que é o que a Angelina Jolie fez para mapear risco de câncer) e exoma, que têm potencial para utilizar o Watson for Genomics para analisar todas as informações geradas sobre as mutações de tumores cancerígenos. A ideia é usar este recurso em pacientes com casos mais críticos, como o que aconteceu recentemente no Japão. Inicialmente, a parceria é um projeto de pesquisa.
Nunca falamos do Watson for Genomics aqui no blog. Em resumo, esta é uma solução na nuvem da unidade IBM Watson Health que utiliza a computação cognitiva para auxiliar o médico a identificar quais medicamentos e estudos clínicos são mais relevantes para a condução de cada caso, com base nas alterações genômicas e dados extraídos da literatura médica. Ou seja, o tumor deixa de ser visto a partir da sua localização e passa a ser cuidado de acordo com a mutação de cada paciente. Isso é de brilhar os olhos.
Parece complexo (e é, viu?)… mas hoje, mais de 20 instituições no mundo usam o Watson for Genomics para ajudar médicos na identificação de mutações que causam o câncer. Seguindo o princípio de aprendizado contínuo do Watson, o sistema é aperfeiçoado constantemente com pesquisas, estudos clínicos e artigos científicos, proporcionando aos oncologistas uma combinação de conhecimento dos melhores institutos de câncer do mundo.
O que torna esta parceria especial é o fato de que ela posiciona o Brasil como destaque na utilização da inteligência artificial na medicina na América Latina. Na prática, isso significa que o País passa a contribuir com dados de pacientes da população brasileira no Watson for Genomics para interpretação das alterações genômicas, permitindo avanços nos estudos de diagnósticos personalizados e acesso da comunidade médica à medicina de precisão.
Aliás, você já ouviu falar no termo “medicina de precisão”? Esse conceito tem como premissa que a constituição genética de cada pessoa é bastante variável e, como consequência, as doenças e respostas aos tratamentos também devem ser diferentes uns dos outros. Assim, é preciso sempre procurar pelo medicamento certo, para o paciente certo, no momento certo. O uso de dados é um dos principais recursos da medicina de precisão, por ajudar a trazer uma visão individualizada de cada paciente. Para se ter uma ideia, insights gerados a partir da análise de dados podem ajudar desde a apuração de diagnósticos à escolha do tratamento e acompanhamento de pacientes.
Ou seja, quando mencionamos a parceria do Fleury com a IBM estamos falando da união do conhecimento médico com a computação cognitiva a serviço da medicina de precisão. Este é um tipo de medicina que eu quero para mim. E você? O que acha desta primeira iniciativa em do Watson no Brasil? Conte para a gente aqui.

* Texto Kelly Bassi | Vídeo Bruno Favery
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